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Os dois atletas mais velozes do Brasil são do Sesi-SP

Pratas da casa, Felipe Bardi (9s96) e Erik Cardoso (9s97) superam a histórica marca dos 10 segundos nos 100m rasos

 Por: Amanda Demétrio, comunicação Sesi-SP
02/10/202314:58- atualizado às 17:29 em 30/11/2023

Garra, raça, determinação, paixão. São muitos os adjetivos que podem ser utilizados para definir o que move um atleta. Os velocistas do Sesi-SP, Felipe Bardi e Erik Cardoso, certamente experimentaram esses sentimentos em vários momentos da carreira até se tornarem os dois homens mais rápidos do Brasil ao correrem 100m rasos abaixo de 10 segundos. A mítica marca de 10s00 foi sustentada, durante 35 anos, pelo ex-corredor Robson Caetano, participante de quatro edições dos Jogos Olímpicos – que no início da prática esportiva também treinou nas pistas do Sesi-SP.

 

 

Felipe Bardi e Erik Cardoso, com os tempos de 9s96 e 9s97, respectivamente, são pratas da casa, e vivenciaram o trabalho de formação dos esportistas e da importância do elo entre esporte e educação. Este é um dos pilares defendidos pelo Sesi-SP, por meio da Pedagogia do Exemplo, a linha de atuação da instituição segundo a qual os atletas e as equipes são exemplos e agentes motivadores de transformação para todos os alunos da rede.

O esporte no Sesi-SP começa no Programa Atleta do Futuro (PAF), que oferece, gratuitamente, variadas modalidades por todo estado de São Paulo. Por ano, no PAF, são atendidas cerca de 100 mil crianças e adolescentes. Quem segue evoluindo passa para o Treinamento Esportivo e, posteriormente, para o Rendimento (como Bardi e Erik), que proporciona a especialização esportiva, revela talentos e contribui para o desenvolvimento do esporte brasileiro.

Hoje, no Rendimento, o Sesi-SP tem mais de 900 atletas divididos em 25 modalidades, sendo 16 olímpicas e 9 paralímpicas. Só no atletismo são 97 atletas e mais de 1400 crianças na iniciação esportiva. O treinamento do atletismo do Sesi-SP ocorre, desde 2009, na unidade de Santo André por conta de logística de deslocamento para competições.

Para nós, é uma alegria falar do trabalho de atletismo do Sesi-SP. Os resultados que vimos recentemente, das duas quebras de recordes nos 100m rasos são na verdade a ponta do iceberg de um trabalho belíssimo feito pela entidade. E queremos que esse trabalho continue gerando cada vez mais frutos positivos para o desenvolvimento do atletismo paulista e brasileiro”, elogia Joel Oliveira, presidente da Federação Brasileira de Atletismo/FAP.

O Sesi-SP possui hoje o maior programa de formação esportiva do Brasil. Milhares de crianças e jovens têm acesso, de forma gratuita, a 33 modalidades. “Esta é uma iniciativa onde todos são campeões, seja como atleta ou na vida, já que acreditamos no poder de transformação do esporte”, diz Alexandre Pflug, superintendente do Sesi-SP. “Então hoje, ver nossos dois jovens no topo da velocidade nacional, é motivo de muito orgulho. É uma felicidade que vai além da conquista por si só, passa por tudo que vivemos e crescemos juntos desde o início da formação, dia após dia”.

Natural de Piracicaba e aluno do Sesi-SP, Erik começou no esporte aos 10 anos através do PAF. Ao ser notado por uma professora na escola, foi encaminhado para os cuidados da treinadora Rosana Soares e posteriormente do técnico Darci Ferreira. Inicialmente, competia no lançamento do disco e no arremesso do peso, até focar nas provas de velocidade, em que hoje, aos 23 anos, carrega a marca de 9s97 nos 100m rasos.

Bardi, 24 anos, natural de Americana, chegou no Sesi-SP em 2014, quando ingressou na escola e nos treinos de atletismo. Nome importante no revezamento 4x100m e 100m rasos, com participação em Tóquio 2020, Bardi é hoje o homem mais rápido de Brasil ao cravar 9s96 durante o Troféu Bandeirantes, competição realizada em São Bernardo do Campo/SP, no dia 9 de setembro.

Essas marcas abaixo dos 10 segundos são extremamente importantes para o atletismo nacional. É uma sinalização muito positiva para a velocidade brasileira e o Sesi-SP faz um trabalho fantástico para o desenvolvimento do esporte no estado de São Paulo, no país, e no atletismo não é diferente. O Erik e o Bardi são dois grandes expoentes, mas com certeza representam a ponta de um iceberg dos inúmeros talentos que o Sesi-SP desenvolve e trabalha”, resume Wlamir Motta Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo/CBAt.

 

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